segunda-feira, 2 de julho de 2012

HISTÓRIA DA MAÇONARIA CAJAZEIRENSE - PARTE 2


Texto de João Florindo B. Segundo, M.·. M.·.


Meus IIr.·. e demais leitores deste blog, conforme prometido há alguns meses atrás, segue a segunda parte da história da Maçonaria Cajazeirense. A demora se deveu à dificuldade de localizar informações a respeito do período sob enfoque, apesar dos fatos terem se passado há menos de 20 anos. Espero que apreciem a leitura.


HISTÓRIA DA LOJA MAÇÔNICA JOSÉ RODOVALHO DE ALENCAR
Nº 2.912 GOB-PB

 Como uma outra vertente maçônica na cidade de Cajazeiras, surgiu, no início dos anos 1980, a Maçonaria Glória do Ocidente, a qual não é reconhecida como regular pelo Grande Oriente do Brasil, Grandes Lojas federadas à CMSB (Confederação Maçônica Simbólica do Brasil) e Grandes Orientes independentes federados à Confederação Maçônica do Brasil (COMAB).
Com o tempo, a Loja desapareceu e os membros tomaram os seguintes rumos: uns se afastaram da Maçonaria, enquanto outros reiniciaram a caminhada maçônica em Potências e Obediências regulares. Consequentemente, a Loja da Glória perdeu o terreno que lhe fora doado pela Prefeitura Municipal de Cajazeiras, vez que não chegou a construir sua oficina, sendo o imóvel doado posteriormente ao Rotary Club de Cajazeiras, no qual foi construída sua sede própria (defronte à Rodoviária de Cajazeiras).
Foi neste cenário que o Grande Oriente do Brasil na Paraíba, dando continuidade à sua saudável expansão, decidiu por fundar uma Oficina da Potência em Cajazeiras. Todas as providências tomadas, em 15 de novembro de 1995, pelas 10h00min, realizou-se a sessão de fundação, no templo da Loja União Maçônica Cajazeirense nº 20 (GLEPB), sediada à Rua Dr. Líbio Brasileiro, s/n, Centro. Na presidência dos trabalhos estavam os Irmãos Vicente Alves da Silva, Eufrásio dos Santos e Francisco Fernandes da Silva, nomeados que foram pelo ato 025/95 de 06 de setembro do mesmo ano, da lavra do Venerável Mestre do GOB-PB, o Irmão Aderaldo Pereira de Oliveira.
Na reunião ficou decidido que a Loja se chamaria José Rodovalho de Alencar em homenagem ao saudoso Irmão, bem como que o rito a praticar seria o Escocês Antigo e Aceito e as reuniões seriam às quintas-feiras pelas 19h30min, provisoriamente à Av. Francisco Matias Rolim, 436, Bairro Belo Horizonte, Cajazeiras. Ao término da reunião, a administração interina da nascente Loja ficou assim composta:
Venerável Mestre: José Medeiros da Silva Filho
1º Vigilante: José Alves Feitosa Filho
Secretário: José Vieira da Costa
Tesoureiro: Jorge Antonio Mendes
Chanceler: Antonio Alencar Diniz
Mestre de Cerimônia: Raimundo Jácome de Lima
Em 14 de junho de 1996, ocorreu a primeira iniciação da Loja José Rodovalho, sendo iniciados os Irmãos Belizário Jacó de Morais, Benone Pereira da Silva, Dijalma Soares Germano, Elias Paulo dos Santos, Francisco das Chagas Amaro da Silva, Francisco Ferreira da Silva, José Ferreira Linhares Sobrinho, José Francisco Marcos, José Ribeiro Mendes e Paulo Renato Lima Cartaxo.
Por um certo período de tempo, a Loja José Rodovalho funcionou no templo da Loja União Maçônica. Em 2002, a Loja veio a fundar sua sede própria, em terreno doado pela Prefeitura de Cajazeiras, situado à Rua Padre José Tomaz, nº 542, Centro, próximo ao Hospital Regional de Cajazeiras.
Atualmente, são Luzes da Oficina os Irmãos Gercilene Rolim Formiga (Venerável Mestre), Francisco Ferreira da Silva (1º Vigilante) e José Ribeiro Mendes (2º Vigilante). A Oficina encontra-se em reformas, visando melhor receber os IIr.'., familiares e demais visitantes, para o que conta com o incansável apoio da Cunhada Helena, esposa do Ir.'. Gercilene.
 Dentre as imagens a seguir, três fotos da cerimônia de lançamento da pedra fundamental do atual templo da Loja José Rodovalho (data desconhecida).

 

 
 
 
 
                                                    
Resumo biográfico do Irmão José Rodovalho de Alencar


José Rodovalho de Alencar nasceu em Exu, estado de Pernambuco, em 23 de dezembro de 1901, filho de Joaquim Rodovalho de Alencar e Maria Leite da Conceição. Chegou a Cajazeiras em 1945. Apesar de ter cursado apenas o ensino fundamental, dedicou-se habilmente ao ramo de peles e couros com salgadeira, bem como ao ramo de venda de peças automotivas, atividades agropecuárias, construção civil, transporte de cargas, compra de algodão, comércio de madeira, cal, estivas e cereais e à fabricação de doces.
Contraiu casamento com Justina Vera Diniz, com quem teve quatro filhos: Maria, José, Terezinha e João. Em seu segundo casamento, com Maria Cavalcante de Alencar, teve sete filhos: Isabel, Paula, Zélia, Ana, Raimundo, Joaquim e Antonio.
Em 1958, foi candidato a Prefeito de Cajazeiras e em 22 de novembro de 1964 recebeu o Título de Cidadão Cajazeirense do Centenário.
Sua vida maçônica foi iniciada na Grande Loja Maçônica da Paraíba em Cajazeiras. Sob o cadastro nº 799 da Grande Loja, chegou ao Grau de Mestre Maçom em 1º de junho de 1955; recebeu o título de remido em 09 de julho de 1957.
Deslocando-se a João Pessoa-PB para tratamento médico, veio a falecer na Capital em 23 de fevereiro de 1973, aos 71 anos, deixando um legado de respeito à família, aos Irmãos Maçons e à sociedade, razão pela qual teve seu nome escolhido para denominar a nascente Loja do Grande Oriente do Brasil na Paraíba na “terra que ensinou a Paraíba a ler”.

Um comentário:

  1. Parabéns meu Ir.'. por sua busca incasavel pela historia da maçonaria cajazeirense, como também nos colocando como conhecedor desta historia através de seu maravilhoso Blog. Um TFA

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